Especialistas reforçam que exercícios aeróbicos e de força ajudam a reduzir efeitos colaterais e podem diminuir em até 30% o risco de recidiva da doença.

O enfrentamento do câncer envolve uma rotina intensa de exames, tratamentos e a superação de limitações físicas. Nesse contexto, o Instituto Cirinho Sorrindo chama a atenção para um componente essencial que deve caminhar lado a lado com o protocolo médico: a prática de atividade física. Mais do que promover bem-estar, movimentar o corpo é atualmente considerado parte integrante e fundamental no processo de recuperação do paciente oncológico.

Como parte da equipe multidisciplinar oferecida pelo Instituto Cirinho Sorrindo, o educador físico Juliano Silveira explica que, embora o cansaço, as dores e a rotina exaustiva de consultas possam desestimular a adoção de exercícios, evidências científicas demonstram que a inatividade pode prolongar e intensificar os efeitos colaterais do tratamento. “Mesmo diante desse cenário, a prática regular de atividades físicas é uma das estratégias mais eficazes para combater a fadiga oncológica e melhorar a qualidade de vida durante as fases mais desafiadoras da jornada”, explica.

Os benefícios vão além do alívio imediato dos sintomas. Estudos indicam que pacientes fisicamente ativos podem apresentar uma redução de até 30% no risco de recidiva da doença.

Silveira reforça que não é necessário realizar atividades de alta intensidade para obter resultados. “O mais importante é a regularidade, respeitando os limites e as condições de cada pessoa. O exercício físico deve ser encarado como parte do tratamento. Até mesmo uma caminhada leve pode representar um avanço significativo”, destaca.

Ainda segundo o educador físico, em cada fase do tratamento, o exercício físico traz benefícios, e adaptações devem ser feitas conforme as necessidades e a capacidade física de cada pessoa, sempre com orientação da equipe de saúde.

Por Adriano Carneiro- Da assessoria

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