A tarde de hoje (01/04) no Instituto Cirinho Sorrindo foi marcada por um testemunho de resiliência que emocionou a todos. Durante a “Dinâmica da Bala”, conduzida pela assistente social Cleonice de Souza Lima, os pacientes foram desafiados a colocar uma bala na boca sem dobrar o braço. O impasse físico só foi resolvido quando o Sr. Daniel Soares, de 64 anos, estendeu a mão e pediu que a filha que o acompanhava, Ana Paula Soares o ajudasse.
O gesto do Sr. Daniel não foi por acaso. Ele carrega consigo uma filosofia de vida que desafia prognósticos médicos. Diagnosticado em Cuiabá com “Câncer no Sangue” e uma previsão de apenas 3 a 6 meses de vida, ele escolheu não aceitar o fim, mas abraçar o tempo. “Se Deus me der mais 3, 6 ou 12 meses, tá bom. Vou viver intensamente com minha família”, relembrou ele, com a serenidade de quem foca na vida e não na dor.
Para o Sr. Daniel, a cura é uma parceria entre a ação humana e a vontade divina. Prestes a realizar um transplante de medula, ele mantém a mente blindada: “A nossa mente produz o que focamos. O grande desafio dessa doença, especialmente em casos graves, é manter o organismo reagindo aos pensamentos de vida”.
A conclusão da dinâmica de Cleonice selou o aprendizado do dia: assim como o Sr. Daniel precisou da filha para alcançar a bala, todos nós precisamos uns dos outros para tornar a jornada mais leve. Pedir e aceitar ajuda é um ato de coragem que transforma o impossível em esperança.
Por Adriano Carneiro- Da assessoria

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