O que para muitos, seria apenas um tempo de espera carregado de ansiedade, no Instituto Cirinho Sorrindo ganha outro significado. A chamada Sala de Espera, aqui não é só um espaço entre consultas.  É um encontro diário com a esperança, com a fé e, principalmente, com histórias de superação que se cruzam, despertando sorrisos, olhares atentos  e alimentando  as esperanças.

Aqui cada dia é diferente. Cada cadeira guarda uma trajetória única. Onde antes havia apreensão, hoje há conversa solta; onde a careca denunciava o tratamento, agora surge o nascimento de novos fios, símbolos de recomeço. A espera, curiosamente, deixa de pesar. Ela encanta. Provoca. Acolhe e provoca a fé.

Nesta quarta-feira (04), a Sala de Espera ganhou ainda mais leveza com a participação do educador físico , especialista em fisiologia do exercício Juliano Luiz da Silveira que, de forma simples e bem-humorada, abriu espaço para perguntas e trocas sinceras. Entre risadas e explicações claras, ele falou sobre a importância do exercício físico como aliado fundamental na recuperação — antes, durante e após o tratamento oncológico. Movimento como cuidado, corpo como parceiro do processo de cura. O exercício físico promove uma melhoria no sistema imunológico, favorecendo o organismo a estar mais forte e a responder melhor ao tratamento”, explicou Silveira, reforçando que o movimento, quando bem orientado, não é excesso, mas cuidado.

Entre as dúvidas, uma chamou atenção pelo brilho nos olhos de quem já venceu uma grande batalha. Aos 62 anos, dona Maria Graciane, sobrevivente do câncer de mama, concluiu sessões de quimioterapia e radioterapia. O cabelo, agora crescido, parecia acompanhar o novo momento da vida. Com astral contagiante, ela anunciou seus planos: comemorar a vitória na praia.

“Quero ir pra praia comemorar essa vitória, preciso saber se posso correr e tomar sol”, perguntou ela, sorrindo, arrancando risos e olhares cúmplices de quem entende exatamente o peso, e a leveza, daquele momento.

Na Sala de Espera do Instituto Cirinho Sorrindo, o tempo não é apenas contado em minutos. Ele é vivido em histórias, partilhas e pequenos grandes triunfos. Aqui, esperar também é acreditar. E, muitas vezes, celebrar.