O Instituto Cirinho Sorriso celebra uma importante vitória para os pacientes onco-hematológicos brasileiros: a aprovação da lenalidomida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) como terapia de manutenção para pacientes com mieloma múltiplo submetidos ao transplante de células-tronco hematopoéticas.
A decisão, anunciada na ultima quarta-feira (6) de maio de 2026, representa um marco histórico na luta pelo acesso ao tratamento moderno e eficaz dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), trazendo esperança renovada para milhares de pacientes e familiares em todo o país.
A lenalidomida é um medicamento imunomodulador oral utilizado após o transplante autólogo de medula óssea, com o objetivo de manter a doença controlada por mais tempo, retardando sua progressão e oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes. Estudos demonstram resultados expressivos, aumentando significativamente a sobrevida livre de progressão da doença e contribuindo diretamente para uma maior sobrevida global.
Para o Instituto Cirinho Sorriso, a aprovação representa mais do que a incorporação de um medicamento. É a concretização de uma luta antiga de pacientes que, durante anos, enfrentaram dificuldades para ter acesso ao tratamento considerado padrão-ouro internacional há mais de uma década.
“Essa é uma conquista histórica da medicina, mas principalmente dos pacientes e familiares que nunca deixaram de lutar pelo direito ao tratamento adequado. A aprovação da lenalidomida representa esperança real de mais tempo de vida, mais qualidade e mais dignidade para quem enfrenta o mieloma múltiplo”, destaca a presidente do Instituto, Carla Pianesso.
Até então, muitos pacientes dependiam da judicialização para conseguir acesso ao medicamento. No SUS, a principal alternativa disponível era a talidomida, terapia que apresenta maior índice de efeitos colaterais e menor tolerabilidade durante o tratamento contínuo.
A conquista também simboliza a força da mobilização coletiva em defesa da saúde pública. Pacientes, familiares, médicos, associações e entidades científicas participaram ativamente da consulta pública promovida pela Conitec, reforçando a necessidade da incorporação da terapia no SUS e defendendo o acesso ao tratamento para milhares de brasileiros.
Para o diretor da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), Angelo Maiolino, a aprovação consolida uma vitória construída pela união entre comunidade médica, pacientes e sociedade civil, demonstrando a importância da participação coletiva na construção das políticas públicas de saúde.
O próximo passo será a publicação oficial da portaria pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial da União. Após essa etapa, o SUS terá prazo de até 180 dias para disponibilizar o medicamento na rede pública.
Mais do que a aprovação de um medicamento, este momento representa esperança renovada para pacientes e famílias que convivem diariamente com o mieloma múltiplo. Uma conquista que simboliza vida, dignidade, acesso e a continuidade da luta por tratamentos cada vez mais modernos, humanizados e eficazes dentro do SUS.
O Instituto Cirinho Sorriso segue acompanhando os avanços da oncologia brasileira e reafirma seu compromisso na defesa do diagnóstico precoce, do acesso ao tratamento e da humanização no cuidado aos pacientes oncológicos.
Por Adriano Carneiro – Da assessoria

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