Existem lugares que cheiram a hospital e lugares que cheiram a abraço. No Instituto Cirinho Sorrindo, a sala de espera recusa o cinza da ansiedade para se vestir de esperança. Aqui, o tic-tac do relógio, que costuma apertar o peito de quem espera, é suavemente substituído por um convite à reflexão que estimula a esperança. O espaço deixa de ser um momento “seco”, tenso e de ansiedade para dar lugar a uma jornada de descontração e fé.
É neste contexto que durante a espera do atendimento oncológico, os pacientes participam de uma dinâmica que tem mudado o tom das manhãs e tardes no Instituto. Em vez do foco na dor, o olhar se volta para o que fortalece. Cada paciente retira um pequeno papel, mas o que encontram ali não é uma senha de chamada, e sim uma bússola emocional.
Ao ler frases como “Gratidão”, “Com fé posso todas as coisas” ou “A felicidade está nas pequenas coisas, entre muitas outras”, o ambiente se transforma, sorrisos brotam, olhares brilham e as vezes até lagrimas rolam ao compartilhar as opiniões sobre as frases . O que antes era um tempo de espera torna-se um tempo de vida.
Mais do que ler, os pacientes são encorajados a comentar o que aquela frase desperta em seus corações. Nesse instante, o silêncio é quebrado pela partilha. Quando um paciente lê em voz alta que a felicidade reside nos detalhes, o sorriso da equipe e o apoio mútuo ganham um novo significado. A dona Creuza Gomes, de 60 anos, foi uma das participantes da Sala de Espera. “Aqui é diferente dos outros lugares, bem diferente mesmo. É como se todos se conhecessem e compartilhasse uma energia, uma força, que faz você deixar a ansiedade e viver o momento com fé, isso ajuda muito”, contou ela.
Essa troca de experiências promove uma descompressão emocional vital. É a prova de que, enquanto a medicina cuida do corpo, o acolhimento e a palavra de fé sustentam o espírito para a caminhada.
O Instituto Cirinho Sorrindo acredita que o tratamento começa no primeiro olhar.
“Ao humanizar a espera com mensagens de otimismo e reflexão, nós como instituto reafirmamos nosso compromisso, de que ninguém precisa lutar sozinho. E naquelas pequenas frases, reside a maior das certezas: a de que o acolhimento é o primeiro passo para a cura”, pontuou Carla Pianesso, presidente fundadora do Instituto.

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