No Instituto Cirinho Sorrindo, a nossa Sala de Espera não é um lugar de pausa; é um lugar de encontro. É onde o “sentir-se paciente” dá lugar ao “sentir-se gente”, subvertendo o silêncio dos ambulatórios para dar voz ao que realmente importa: a nossa humanidade compartilhada.
Hoje, essa conexão ganhou uma potência única com a presença de Israel Vendrame, de 65 anos, psicólogo, desportista e paciente oncológico há 11 meses, ele transformou o ambiente em um espaço de troca voluntária e profunda. Israel relembrou o dia em que sua rotina mudou: estava em campo, jogando futebol, quando um mal-estar o fez procurar ajuda médica. O diagnóstico foi inesperado: um câncer que começou no pulmão — mesmo sem ele nunca ter fumado — e se estendeu para a coluna e o cérebro. Mas o que poderia ser um relato de dor tornou-se uma lição de resiliência. Israel enfatizou que o vigor físico e os hábitos saudáveis foram os alicerces para que seu organismo respondesse de forma tão positiva ao tratamento.
Sua tranquilidade ao falar abriu caminhos para que outros corações também se expressassem. O Sr. Raimundo de Leal, aos 74 anos, trouxe a verdade de quem sente falta do movimento: “O mais difícil é ficar parado. Quero ocupar minha cabeça e estou otimista que vai dar tudo certo”, contou. Ao seu lado, a força vinha de um exemplo vivo de cura. Sua filha, Neuci Leal, de 42 anos, celebrou a própria alta médica: “Eu já recebi alta, só estou acompanhando de tempos em tempos para comemorar a vitória e acompanhar meu pai, que vai iniciar o tratamento”.
Nesse mesmo círculo de apoio, a Sra. Neuci Brum, de 51 anos, trouxe a fortaleza de quem já foi cuidadora e hoje é protagonista da própria cura. Após perder o esposo para a doença descoberta tardiamente, ela enfrenta seu diagnóstico com uma resiliência moldada pelo passado. “Ter essa experiência me tornou mais forte para enfrentar essa doença hoje”, afirmou, destacando que seu combustível diário é o carinho dos filhos e netos.
Para encerrar esse momento de tanta entrega, a pedagoga Juliana Matuts, de 42 anos, emocionou a todos com sua trajetória de seis anos de luta, iniciada em plena pandemia. Para ela, o Instituto foi o divisor de águas em sua jornada: “O Instituto fez uma grande diferença na minha vida nesses 6 anos. Aqui fiz amigos que são como irmãos, uma família. É um lugar onde sinto paz, onde renovo minhas forças. Sempre que venho, saio mais leve”, desabafou Juliana, entre lágrimas de gratidão por cada um que a ajudou.
No Instituto, o acolhimento acontece assim: na identificação entre o Israel, o Sr. Raimundo, a Neuci e a Juliana. É entender que a fé se alimenta de histórias reais e que, aqui, ninguém caminha sozinho.
Por Adriano Carneiro- Da assessoria

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